Por que o dólar é referência monetária mundial?

Padrão-ouro
O século XIX e início do século XX foram marcados por uma economia regida com base na política do padrão-ouro, que prezava que o valor de cada moeda correspondia  a determinada medida de ouro - uma relação administrada pelo mercado e não pelos governos. O dólar, por exemplo, equivalia a 1/20 de uma onça-ouro.  
Essa política começou a entrar em declínio com a 1ª Guerra Mundial. Para que a guerra fosse financiada, os países europeus tiveram de aumentar a oferta de dinheiro em espécie, movimento que causou a inflação excessiva e a depreciação das moedas. 
Como as reservas de ouro de cada país não foram suficientes para atender a emissão desenfreada de dinheiro, os governos acabaram por abandonar o metal como meio de troca. 

Os EUA foram os únicos a se manterem fiéis ao sistema do padrão-ouro. Enquanto libras, marcos, francos e outras moedas européias depreciavam-se em relação ao lastro do metal,  desvalorizavam-se também em relação ao dólar.

Esse sistema econômico vigorou na economia norte-americana até o ano de 1934, quando é então abandonado por conta da Crise de 29. A decisão do governo americano representava uma tentativa de reavivar a economia e conseguir sair da depressão.
O caos econômico estava instaurado na Europa e nos Estados Unidos, que precisavam encontrar um sistema monetário internacional que fosse viável a todos.
A proposta que culminaria na solução foi apresentada apenas em 1944, durante a conferência de Bretton Woods. O acordo previa que os países da Europa Ocidental deveriam acumular dólares como reserva, enquanto os EUA guardariam reservas em ouro. Dessa forma, o dólar se transformou na principal moeda de troca para pagamentos internacionais.

Bretton Woods também marcou o início de uma era na qual os EUA firmaram-se como líderes econômicos e políticos de um mundo em vias de se dividir por conta da Guerra Fria.  Foi na ocasião desta convenção, atendida por  chefes de estado de 41 nações do mundo, que o país liderou a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. 
"O acordo marca a transição de poder da hegemonia inglesa para a hegemonia norte-americana", diz Antonio Carlos dos Santos, coordenador do curso de economia e comércio internacional da PUC-Barueri.
Dólar no mundo
Segundo o professor, a força de expressividade de uma moeda é reflexo da importância política e econômica que o país emissor exerce no cenário mundial. O dólar é prova desta tese. Fora os EUA, existem mais seis nações que usam a moeda norte-americana como oficial: Timor Leste, Equador, El Salvador, Iraque, Palau e Panamá.
Isso acontece por conta do nível de degradação que as economias desses países atingiram. "O Estado abre mão da prerrogativa de emitir uma moeda nacional e perde a autonomia das políticas monetárias, pois o dólar é emitido pelos Estados Unidos", explica. 

E a hegemonia do dólar no cenário econômico mundial parece estar longe do fim. O dólar, apesar de todos os reveses financeiros enfrentados pelos EUA nos últimos três anos, se manteve todo o tempo como porto seguro dos investidores internacionais.
"A história mostrou a incrível capacidade de recuperação da economia norte-americana. Bancos Centrais do mundo vão continuar a aplicar suas reservas na aquisição de títulos da dívida pública dos EUA", diz Santos.
Na verdade, ao longo das últimas décadas o dólar e o sistema bancário dos Estados Unidos enfrentaram - e superaram - diversos reveses econômicos. Entre os períodos de baixa da moeda, estão a depressão econômica entre os anos de 1873 e 1907 e a crise de 1929, que assolou os Estados Unidos e levou à falência cerca de 10.000 bancos em menos de cinco anos. 
Moeda única
Apesar de a hegemonia americana ainda não ser contestada, basta que os EUA enfrentem alguma dificuldade financeira ou o dólar inicie um ciclo de desvalorização para que o debate sobre a criação de outra moeda para pagamentos internacionais volte à tona. 
Um dos principais defensores da criação de uma moeda única mundial é Robert Mundell, premiado com o Nobel de Economia em 1999 e considerado o pai do euro.

"Em teoria, é uma ótima idéia porque permite eliminar custos e facilita as transações entre diversos países. Uma só moeda corrente no mundo inteiro acabaria com a volatilidade", diz Santos, da PUC. Entre as possibilidades ele cita o dólar, o euro ou uma moeda emitida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ou pelo Banco Mundial.

Apesar das facilidades que uma moeda única traria para a economia global, as dificuldades que a Europa vêm enfrentando para consolidar o euro como moeda comum evidenciam que o mundo ainda precisa evoluir para que um acordo monetário mais amplo seja fechado.
"Se a própria Europa está com dificuldades para lidar com o euro, imagine o mundo inteiro utilizando apenas uma moeda", conclui Santos.


Ano bissexto. O que é e por que existe? -Por que existem anos bissextos?

Se queremos entender por que os anos bissextos existem, devem atentar para o movimento da Terra ao redor do Sol: nosso planeta gira 365,24219 vezes durante uma órbita completa ao redor do astro, de modo que um ano dura 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos – e não simplesmente 365 dias.
O imperador romano Júlio César teve a ideia de criar o ano bissexto. Se a cada ano nós contássemos apenas os 365 dias, perderíamos quase seis horas anuais, as quais precisamos de alguma forma recuperar. Assim, durante três anos contamos os 365 dias, e no quarto – o ano bissexto – recuperamos o dia que falta, acrescentando este dia 29 a fevereiro.
O que aconteceria se não fizéssemos isso?
O ano bissexto tem uma boa explicação. Se não acrescentássemos um dia completo a cada quatro anos, as estações acabariam descompassadas do calendário, de tal maneira que, depois de 700 anos, no Hemisfério Sul o Natal cairia em pleno inverno, e no Hemisfério Norte seria o contrário.

Foi no ano 44 antes de Cristo, quando da adaptação ao calendário juliano – baseado no movimento solar –, que os anos passaram a ter 365 dias, divididos em 12 meses de 30 ou 31 dias, exceto fevereiro, com 28. Os romanos estavam cientes de que os 365 dias não eram um cálculo exato, por isso a cada quatro anos acrescentavam um dia a mais ao calendário. Posteriormente, no ano 1582, o calendário gregoriano (promovido pelo papa Gregório XIII) substituiu o juliano, ajustando um pouco mais a defasagem que ainda existia no calendário juliano e acrescentando exceções aos anos bissextos: não o serão os anos múltiplos de 100, salvo se forem também divisíveis por 400. Deste modo, os anos atualmente têm em média 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos. Apesar do ajuste feito, ainda há uma defasagem de alguns segundos – serão precisos transcorrer 3.200 anos para que um dia de desvio se acumule.


Resumo qual a importância da higiene corporal para nossa saúde

A Importância da Higiene
Hábitos de Higiene A higiene é a melhor arma para a manutenção da saúde.
Manter limpos nossos corpos e o ambiente em que vivemos é tarefa individual e indispensável.
Cada parte do nosso corpo tem características diferentes e precisa ser cuidada de uma maneira específica.
O BANHO
O banho diário é indispensável para eliminar as impurezas da pele, como também proporciona um ótimo relaxamento. Use bastante água, sabonete e uma boa esponja. Massageie todo o corpo; isso ajudará a limpeza, removerá as células mortas e ativará a circulação sanguínea, evitando problemas de pele como sarna e micoses. Seque bem todo o corpo.
Lave os cabelos com freqüência, observando suas características. Eles devem ser penteados diariamente e cortados periodicamente; isso ajudará no controle da queda, caspa, piolhos e seborréia.
Ao lavar o rosto, pela manhã, preste atenção se há secreção no canto interno dos olhos removendo-a com bastante água. Não esqueça de limpar as narinas, assoando-as devagar e cuidando para que fiquem desobstruídas. Após lavar as orelhas, cuidado: não use cotonetes em profundidade, você pode se machucar e até romper o tímpano. Seque delicadamente a parte externa.
A BOCA
A higiene da boca é outro aspecto importante. Os dentes devem ser escovados de manhã ao acordar, à noite antes de dormir e após cada refeição. O uso do fio dental também é recomendado. Com estes cuidados você manterá sempre um hálito agradável e um belo sorriso, evitando cáries e inflamações da gengiva. Dentes mal tratados podem afetar todo o organismo.
O SUOR A sudorese é um problema desagradável, por isso tenha bastante cuidado com suas axilas. Lave-as bem, seque-as e faça uso de desodorante. Se o odor permanecer peça orientação médica.
AS MÃOS As mãos, por estarem em contato com vários objetos, acabam acumulando muitos germes, por isso elas devem ser bem lavadas antes e depois de irmos ao banheiro, antes das refeições, sempre que pegarmos objetos sujos, ao chegarmos em casa ou no trabalho, antes de lidarmos com crianças, antes de manipularmos algum alimento. Isso evitará a propagação de inúmeras doenças.
O UMBIGO O umbigo é um orifício que deve ser cuidadosamente higienizado, pois poderá exalar mau odor. Lavar bem com água e sabonete e secar cuidadosamente.
A HIGIENE ÍNTIMA
A higiene íntima é uma das mais importantes na prevenção e combate às doenças. Tanto o homem como a mulher devem ter especial atenção com esta área do corpo.
Os órgãos genitais devem ser bem lavador, com sabonete e bastante água, pelo menos uma vez ao dia, durante o banho e após as relações sexuais.
A mulher deve dar ainda mais atenção a este aspecto pois seus órgãos genitais, por serem internos, são mais facilmente contaminados. Não é indicado o uso de ducha vaginal, pois provoca alterações na flora, cuja função é evitar a instalação de inflamações oportunistas, como os corrimentos. Na presença de alguma secreção de coloração ou cheiro diferente do habitual, procure orientação médica. No período menstrual devem ser duplicados os cuidados.
Recomenda-se não só a higiene local, como o uso de absorventes íntimos descartáveis,  que devem ser trocados várias vezes ao dia. Após o uso os absorventes devem ser embrulhados com cuidado e depositados no lixo. São recomendadas calcinhas claras e de algodão, que permitem melhor ventilação evitando alergias e irritações produzidas por outros materiais.
Os homens devem evitar cuecas apertadas. Recomenda-se as feitas de algodão.
Após o uso de camisinha, nas relações sexuais, ela deverá ser embrulhada e depositada no lixo. Nunca deverá ser reutilizada nem depositada no vaso sanitário.
A higiene do ânus, após cada evacuação, deve, preferencialmente, ser feita com uso de ducha, sabonete e toalha. Caso não seja possível recomenda-se o uso de papel higiênico, no sentido de frente para trás, pois evitará o contato das fezes com o aparelho urinário, prevenindo as infecções.
Após a utilização do papel, colocá-lo na lixeira ou no vaso sanitário. É importante lembrar de secar bem o pênis ou a vagina, após cada vez que urinar. Para isso pode ser utilizado papel higiênico.
É fundamental dar descarga no vaso sanitário a cada vez que ele é utilizado.
Evite o uso de assento de vasos sanitários em locais públicos, mas, se não for possível, forre com papel higiênico antes de usá-lo e cuide para que as secreções sejam depositadas em seu interior, nunca na tampa ou no chão.
OS PÉS E MÃOS
Não basta lavar bem os pés, é necessário secá-los, principalmente entre os dedos. Assim evita-se frieiras, micoses e mau odor.
As unhas dos pés e das mãos devem ser cortadas e limpas com freqüência, para combater o aumento e a transmissão de germes, evitando verminoses, contaminações e várias doenças. Evite andar descalço.
HÁBITOS GERAIS
Existem alguns hábitos de higiene que devem ser divulgados e preservados para a boa convivência. É o caso de, ao tossir ou espirrar, proteger a boca com as costas da mão, para evitar que os germes espelidos atinham outras pessoas ao redor. Na ocorrência de gripes ou resfriados é indicado o uso de lenços descartáveis.
A ALIMENTAÇÃO
Qualquer alimento requer cuidados especiais de higiene:
·         Lave as mãos antes de manipulá-los;
·         Proteja os alimentos de moscas e baratas;
·         Lave bem as frutas, verduras e legumes;
·         Filtre ou ferva e cubra a água para uso doméstico;
·         Cozinhe bem os alimentos.
Os utensílios da cozinha também devem ser muito bem limpos, pois eles estarão em contato direto com os alimentos. Em bares e lanchonetes, dê preferência aos utensílios descartáveis ou bem lavados, para evitar a propagação de doenças como a hepatite.
AMBIENTES E LOCAIS PÚBLICOS
Procure conservar sua casa e ambiente de trabalho arrumados e limpos, principalmente a cozinha e o banheiro.
Utilize saco plástico para o lixo mantendo-o em recipiente fechado, não esquecendo de amará-lo bem quando for descartado. Isso evitará a propagação de germes e insetos.
Não jogue papel ou objetos no chão, procure sempre uma lixeira para depositá-los.
Quando for a locais públicos como praças, praias e bosques, leve um saco para colocar seu lixo. Depois deposite-o em uma lixeira. Não pixe os muros, calçadas, ,bancos ou monumentos públicos.
ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
Os animais de estimação, se não forem devidamente tratados, podem ser agentes transmissores de doenças. Mantenha os seguintes cuidados:
·         Local separado e limpo para habitarem;
·         Manutenção da higiene;
·         Vacinação;
·         Recolha sempre as fezes e lave o local onde o animal urinou;
·         Evite seu contato direto com crianças.
Pêlos, pulgas, piolhos e secreções podem provocar alergias e transmitir moléstias graves. Ao levá-lo para passear, tenha sempre à mão jornal para recolher as fezes.
RESUMO DOS HÁBITOS DE HIGIENE
·         Tome banho diário
·         Escove os dentes ao acordar, deitar e após as refeições
·         Lave as frutas, legumes e verduras antes de consumi-las
·         Não jogue lixo no chão
·         Só beba água filtrada
·         Corte e limpe as unhas
·         Mantenha a higiene íntima
·         Lave sempre bem as mãos
·         Conserve limpos os locais públicos
·         Evite andar descalço

Calendários de vacinação 2016/2017 (infantil)


Calendário de Vacinação da Criança  


1. BCG ID: deverá ser aplicada, o mais precocemente possível, de
preferência ainda na maternidade, em recém-nascidos com peso maior
ou igual a 2.000 g. em caso de suspeita de imunodeficiência ou recém-
-nascidos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação,
consulte os Calendários de imunização SBIm pacientes especiais.

2. Hepatite B:
a) Aplicar a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida. b) o esquema
de quatro doses pode ser adotado quando é utilizada uma vacina combina-
da que inclua a vacina hepatite B, ou seja, a primeira dose ao nascer mono-
valente e aos 2, 4 e 6 meses de idade com alguma das vacinas combinadas.
c) Se mãe HBsAg+, administrar vacina nas primeiras 12 horas de vida e HBIG
o mais precocemente possível (até sete dias após o parto).

3. tríplice bacteriana: o uso da vacina DTPa é preferível ao da
DTPw, pois os eventos adversos associados com sua administração são
menos frequentes e intensos. o segundo reforço, aos 10 anos de ida-
de, deve ser feito com a vacina tríplice acelular do tipo adulto (dTpa).

4. Hib: recomenda-se o reforço aos 15-18 meses, principalmente
quando forem utilizadas, na série básica, vacinas Hib nas combinações
com DTPa.

5. Poliomielite: recomenda-se que, idealmente, todas as doses se-
jam com a VIP. não utilizar VoP em crianças hospitalizadas e imuno-
deficientes.

6. Vacina rotavírus monovalente: duas doses, idealmente aos 2 e
4 meses de idade. Vacina rotavírus pentavalente: três doses, ideal-
mente aos 2, 4 e 6 meses de idade. Para ambas as vacinas, a primeira
dose pode ser feita a partir de 6 semanas de vida e no máximo até 3 me-
ses e 15 dias, e a última dose até 7 meses e 29 dias. o intervalo mínimo
entre as doses é de 30 dias. Se a criança cuspir, regurgitar ou vomitar
após a vacinação, não repetir a dose.

7. Pneumocócica conjugada: iniciar o mais precocemente possível
(no segundo mês de vida). As vacinas VPC10 e VPC13 são recomenda-
das para menores de 6 anos de idade. Crianças com risco aumentado
para doença pneumocócica invasiva devem receber a vacina VPC13 e a
vacina polissacarídica 23-valente (intervalo de dois meses entre elas).
Crianças de até 5 anos, com esquema completo de VPC10, podem se
beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a
proteção, respeitando o intervalo mínimo de dois meses da última dose.

8. meningocócica conjugada: em virtude da rápida redução dos
títulos de anticorpos protetores, reforços são necessários: entre 5 e 6
anos  (ou cinco anos após a última dose recebida depois dos 12 meses
de idade) e na adolescência.
No primeiro ano de vida, utilizar a vacina meningocócica C conjugada
(MenC). em crianças maiores de 1 ano, usar preferencialmente a vaci-
na meningocócica conjugada ACWY (MenACWY), na primovacinação ou
como reforço do esquema com MenC do primeiro ano de vida.
No Brasil, para crianças menores de 1 ano de idade, a única vacina licen-
ciada para uso é a vacina MenC; MenACWY-TT está licenciada a partir de
1 ano de idade e Men ACWY-CrM a partir de 2 anos de idade.

9. meningocócica B: crianças que iniciam esquema mais tarde:
a) entre 6 e 11 meses: duas doses com intervalo de dois meses e uma
dose de reforço no segundo ano de vida respeitando-se um intervalo
mínimo de dois meses da última dose. b) entre 12 meses e 10 anos: duas
doses com intervalo de dois meses


10. Influenza: é recomendada para todas as crianças a partir dos
6 meses de idade. Quando administrada pela primeira vez em crianças menores de 9 anos, aplicar duas doses com intervalo de 30 dias.
Crianças menores de 3 anos de idade recebem 0,25 mL por dose e as
maiores de 3 anos recebem 0,5 mL por dose. Desde que disponível, a
vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior
cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina
4V, utilizar a vacina 3V.

11. Febre amarela: recomendada para residentes ou viajantes para
áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da oMS).
o PNI recomenda que crianças menores de 2 anos de idade não recebam as vacinas febre amarela e tríplice viral no mesmo dia. Nesses
casos, e sempre que possível, respeitar intervalo de 30 dias entre as
doses. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. Contraindicada
para imunodeprimidos. Quando os riscos de adquirir a doença superam
os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização.

12. Hepatite A: para crianças a partir de 12 meses de idade não vaci-
nadas para hepatite B no primeiro ano de vida, a vacina combinada he-
patites A e B na formulação adulto pode ser considerada para substituir
a vacinação isolada (A ou B) com esquema de duas doses (0 - 6 meses).

13. Sarampo, caxumba e rubéola: é considerada protegida
a criança que tenha recebido duas doses da vacina após 1 ano de
idade. em situação de risco para o sarampo – por exemplo, surto ou
exposição domiciliar – a primeira dose pode ser aplicada a partir de 6
meses de idade. nesses casos, a aplicação de mais duas doses após
a idade de 1 ano ainda será necessária. Veja considerações sobre o
uso da vacina quádrupla viral (SCrV) no item 15. Contraindicada para
imunodeprimidos.

14. Varicela: é considerada protegida a criança que tenha recebido
duas doses da vacina após 1 ano de idade. em situação de risco – por
exemplo, surto de varicela ou exposição domiciliar – a primeira dose pode
ser aplicada a partir de 9 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de
mais duas doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Veja
considerações sobre o uso da vacina quádrupla viral (SCrV) no item 15.
Contraindicada para imunodeprimido.

15. Aos 12 meses na mesma visita, aplicar a primeira dose da triplice
viral e varicela em administrações separadas (SCr + V) ou com a vacina
quádrupla viral (SCrV). A segunda dose de tríplice viral e varicela, prefe-
rencialmente com vacina quádrupla viral, pode ser administrada a partir
dos 15 meses de idade, mantendo intervalo de três meses da dose ante-
rior de SCr, V ou SCrV.

16. HPV: duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs
dos tipos 6, 11, 16 e 18, e outra contendo VLPs dos tipos 16 e 18. esque-
ma de doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses. o PnI adotou esquema de vacinação
estendido: 0 - 6 - 60 meses, exclusivamente para meninas de até 13 anos.



Serie o impacto da internet na vida das pessoas

Internet destruiu mais empregos do que criou




   título original: Contra a internet

Álvaro Pereira Júnior, na Folha de S.Paulo
No auge, a Kodak empregava mais de 140 mil pessoas e valia cerca de R$ 50 bilhões. Quando o Instagram foi vendido por R$ 2 bilhões ao Facebook, ano passado, tinha só 13 funcionários.
Para Jaron Lanier (foto), um “insider” do Vale do Silício, esse exemplo resume tudo o que há de errado com a economia da rede. Sob a fachada de escolhas infinitas e liberdade total, esconde-se um modelo concentrador. “A internet destruiu mais empregos do que criou”, fulmina.


A tese está exposta no livro mais recente de Lanier, “Who Owns the Future?” (a quem pertence o futuro?), lançado em maio nos EUA e ainda inédito no Brasil. Não é pouco o barulho que causou.
Com seus longos dreadlocks e gosto por música da Antiguidade, Lanier passaria facilmente por mais um freak californiano adepto de ideias exóticas.


Na verdade, ele é um dos maiores expoentes da internet. Também foi um dos criadores da realidade virtual.
No Vale do Silício (região da Califórnia que concentra os gigantes da web), já fez de tudo. Hoje, trabalha em uma divisão de vanguarda na Microsoft, onde estuda, entre outras coisas, a construção de elevadores para o espaço.
A encrenca da internet, na visão de Lanier, vem do perfil de seus criadores, nos anos 70 e 80. Com bom humor, diz que eram de dois naipes: “Ou maconheiros liberais, ou conservadores do tipo que usam rádios da faixa do cidadão para monitorar a polícia e escapar dela”. Essas duas tribos, tão diferentes, coincidiam no seguinte: para ambas, “o anonimato era a coisa mais bacana”.


Assim, criou-se intencionalmente uma web em que as informações vão se dissipando, como partículas perdidas em um universo em expansão. Ninguém sabe o que veio de onde, nem quem criou o quê. E a informação circula gratuitamente, também porque é “cool”.
Bem, se ninguém quer pagar por nada on-line, é preciso criar um modo de fazer dinheiro. E aí, em busca de um caminho sustentável, a internet, tão “rebelde”, adotou o modelo de negócios mais tradicional: vender anúncios.


Nessa hora, ninguém pode com gigantes como Google e Facebook. Lanier os chama de “servidores-sereias”, pela capacidade irresistível de atrair usuários.
Quem vende o anúncio mais eficiente possível –e portanto pode cobrar muito por ele– é quem sabe tudo sobre seu usuário. Ou porque rastreia toda a atividade on-line, como o Google; ou porque usa as informações fornecidas, voluntária e gratuitamente, pelo “internauta”, como o Facebook.
Para processar essa quantidade colossal de dados, são necessários computadores muito poderosos. Que só portentos como Google, Facebook, Apple e Amazon podem comprar.


E assim se completa o modelo concentrador que Jaron Lanier combate. Bilhões de usuários fornecem informações e produzem conteúdo, sem cobrar, para os “servidores-sereias”. Estes têm uma capacidade de processamento única, e transformam essas informações em trunfos para vender anúncios. Anúncios que vão atingir as mesmas pessoas que estão trabalhando de graça sem perceber.
É um modelo de tudo para uns poucos, e nada para muitos. Não forma uma classe média –só magnatas e proletários. Por isso, na visão de Lanier, não vai se sustentar.


Como alternativa, o autor apresenta uma solução polêmica: os micropagamentos. E dá o exemplo dos programas de tradução automática, como o Google Translate e o velho BabelFish.
São serviços prodigiosos. Fornecem traduções imediatas em dezenas de idiomas, mesmo os mais obscuros. Só que não funcionam por milagre. São abastecidos por traduções reais, feitas por seres humanos em algum lugar do passado.


Quando você pergunta ao Google Translate como se diz “quero comer um bife com batata frita” em polonês, o que ele faz é consultar um número astronômico de traduções “humanas” em seu banco de dados, e deduzir a resposta. No caso, “Chc? zje?? stek z frytkami”.


Pelo modelo de Lanier, os seres humanos que, lá atrás, fizeram as traduções receberiam micropagamentos cada vez que seu trabalho fosse usado numa tradução on-line.
É um modelo complicado e utópico. Mesmo outros críticos da internet, como Evgeny Morozov, o atacaram violentamente (vale ler Morozov espinafrando Lanier: is.gd/EtiO2P).
Ainda que não se concorde com as propostas de Jaron Lanier, não dá para negar a clareza de suas análises. Que o livro saia logo no Brasil.

Qual dedo usar Aliança de Compromisso - Como usar o anel de noivado e as alianças




Aliança de compromisso 


 A aliança de compromisso é de ouro ou prata?
Diz o costume que a aliança de compromisso deve se diferenciar da de noivado e portanto, deve ser de prata ou aço. No entanto, hoje em dia essas regras estão mais flexíveis, ou seja, dá pra ser mais criativo na escolha do anel. É importante lembrar que o seu namorado também vai usar uma igual, então nada de escolher uma aliança, digamos, cor de rosa! #mico

Em qual dedo e mão devo usar o anel de compromisso?
A aliança de compromisso é usada no mesmo dedo da aliança de noivado, que é o anelar da mão direita. Apenas a aliança de casamento é usada na mão esquerda.

O que deve vir escrito na aliança?
Não há uma regra fixa. Algumas pessoas gostam de escrever o nome dos dois, ou apenas o nome do parceiro, com ou sem a data. Na aliança de compromisso também está liberado gravar o apelidocarinhoso entre vocês - a regra não vale para a aliança de casamento, então aproveite a oportunidade! ;)

Com quantos meses de namoro se deve usar anel de compromisso?
Depende muito. Cada casal está livre para escolher o momento certo para trocar alianças. Se você acha que está feliz com o gatinho com apenas um mês de namoro, por que não? 

Ganhei uma aliança de compromisso do meu namorado, mas achei que era cedo demais.
Nesse caso, vale a pena ter uma conversa com o garoto para deixar claro os seus sentimentos por ele. Talvez ele esteja pensando mais à frente e queira assumir um compromisso mais sério. Se você não estiver na mesma vibe, é bacana deixar isso claro, ok?

A garota pode dar a aliança de compromisso para o namorado?
Claro que pode! Estamos no século XXI e hoje em dia não existe mais essa regra de que apenas o menino deve tomar a iniciativa. No entanto, cuidado: só dê a aliança se vocês estiverem realmente namorando e tenha certeza que o gatinho quer a mesma coisa que você. Dar aliança de compromisso para "segurar" o cara geralmente não dá certo :(

A Atrevida deseja uma boa sorte na escolha da aliança 

fonte http://atrevida.uol.com.br/arrasa/ficadas-e-rolos/especial-dia-dos-namorados-saiba-tudo-sobre-a-alianca-de-compromisso/5250#



Figuras de Linguagem - trabalho de português



Figuras de Linguagem
São recursos que tornam as mensagens que emitimos mais expressivas. Subdividem-se em figuras de som, figuras de palavras, figuras de pensamento e figuras de construção.
Classificação das Figuras de Linguagem
Observe:
1) Fernanda acordou às sete horas, Renata às nove horas, Paula às dez e meia.
2) "Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela."
3) Seus olhos eram luzes brilhantes.
Nos exemplos acima, temos três tipos distintos de figuras de linguagem:
Exemplo 1: há o uso de uma construção sintética ao deixar subentendido, na segunda e na terceira frase, um termo citado anteriormente - o verbo acordar. Repare que a segunda e a última frase do primeiro exemplo devem ser entendidas da seguinte forma: "Renata acordou às nove horas, Paula acordou às dez e meia. Dessa forma, temos uma figura de construção ou de sintaxe.
Exemplo 2: a ideia principal do ditado reside num jogo conceitual entre as palavras fecha e abre, que possuem significados opostos. Temos, assim, uma figura de pensamento.
Exemplo 3: a força expressiva da frase está na associação entre os elementos olhos e luzes brilhantes. Essa associação nos permite uma transferência de significados a ponto de usarmos "olhos" por "luzes brilhantes". Temos, então, uma figura de palavra.
Figura de Palavra
A figura de palavra consiste na substituição de uma palavra por outra, isto é, no emprego figurado, simbólico, seja por uma relação muito próxima (contiguidade), seja por uma associação, uma comparação, uma similaridade. Esses dois conceitos básicos - contiguidade e similaridade - permitem-nos reconhecer dois tipos de figuras de palavras: a metáfora e a metonímia.
Metáfora
A metáfora consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude da circunstância de que o nosso espírito as associa e depreende entre elas certas semelhanças. É importante notar que a metáfora tem um caráter subjetivo e momentâneo; se a metáfora se cristalizar, deixará de ser metáfora e passará a ser catacrese (é o que ocorre, por exemplo, com "pé de alface", "perna da mesa", "braço da cadeira").
Obs.: toda metáfora é uma espécie de comparação implícita, em que o elemento comparativo não aparece.
Observe a gradação no processo metafórico abaixo:
Seus olhos são como luzes brilhantes.
O exemplo acima mostra uma comparação evidente, através do emprego da palavra como.
Observe agora:
Seus olhos são luzes brilhantes.
Nesse exemplo não há mais uma comparação (note a ausência da partícula comparativa), e sim um símile, ou seja, qualidade do que é semelhante.
Por fim, no exemplo:
As luzes brilhantes olhavam-me.
Há substituição da palavra olhos por luzes brilhantes. Essa  é a verdadeira metáfora.
Observe outros exemplos:
1) "Meu pensamento é um rio subterrâneo." (Fernando Pessoa)
Nesse caso, a metáfora é possível na medida em que o poeta estabelece relações de semelhança entre um rio subterrâneo e seu pensamento (pode estar relacionando a fluidez, a profundidade, a inatingibilidade, etc.).
2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a lugar algum.
Uma estrada de terra que leva a lugar algum é, na frase acima, uma metáfora. Por trás do uso dessa expressão que indica uma alma rústica e abandonada (e angustiadamente inútil), há uma comparação subentendida: Minha alma é tão rústica, abandonada (e inútil) quanto uma estrada de terra que leva a lugar algum.
Metonímia
A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Observe os exemplos abaixo:
1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.)

2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.)

3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)

4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)

5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a  morte. (= Sócrates tomou veneno.)

6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que produzo.)

7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava no cálice.)

8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos jogadores.)

9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. (= Várias pessoas passavam apressadamente.)

10 -  Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse mundo.)

11 -  Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram chamadas, não apenas uma mulher.)

12 - Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que é da marca danone.)

13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua.)

14 - Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado.)
Saiba que:
Atualmente, não se faz mais a distinção entre metonímia e sinédoque (emprego de um termo em lugar de outro), havendo entre ambos relação de extensão. Por ser mais abrangente, o conceito de metonímia prevalece sobre o de sinédoque.

Catacrese
Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso contínuo, cristalizou-se. A catacrese costuma ocorrer quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, toma-se outro "emprestado". Assim, passamos a empregar algumas palavras fora de seu sentido original.
Exemplos:
"asa da xícara"
"batata da perna"
"maçã do rosto"
"da mesa"
"braço da cadeira"
"coroa do abacaxi"
Perífrase
Trata-se de uma expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. Veja o exemplo:
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes do mundo todo.
Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de antonomásia.
Exemplos:
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida praticando o bem.
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu muito jovem.
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções.
Sinestesia
Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
Exemplos:
Um grito áspero revelava tudo o que sentia. (grito = auditivo; áspero = tátil)
No silêncio escuro do seu quarto, aguardava os acontecimentos. (silêncio = auditivo; negro = visual)
Figuras de Pensamento
Dentre as figuras de pensamento, as mais comuns são:
Antítese
Consiste na utilização de dois termos que contrastam entre si. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. O contraste que se estabelece serve, essencialmente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que não se conseguiria com a exposição isolada dos mesmos. Observe os exemplos:
"O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa)
O corpo é grande e a alma é pequena.
"Quando um muro separa, uma ponte une."
"Desceu aos pântanos com os tapires; subiu aos Andes com os condores." (Castro Alves)
Felicidade e tristeza tomaram conta de sua alma.
Paradoxo
Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da união de ideias contraditórias. Veja o exemplo:
Na reunião, o funcionário afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem dificuldades econômicas.
Eufemismo
Consiste em empregar uma expressão mais suave, mais nobre ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera, desagradável ou chocante.
Exemplos:
Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor. (= morreu)
O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou)
Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)

Ironia
Consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de pensamento com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda em  ressaltar algum aspecto passível de crítica. A ironia deve ser muito bem construída para que cumpra a sua finalidade; mal construída, pode passar uma ideia exatamente oposta à desejada pelo emissor. Veja os exemplos abaixo:
Como você foi bem na última prova, não tirou nem a nota mínima!
Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que estão por perto.
Hipérbole
É a expressão intencionalmente exagerada com o intuito de realçar uma ideia. Exemplos:
Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
"Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo Bilac)
Prosopopeia ou Personificação
Consiste em atribuir ações ou qualidades de seres animados a seres inanimados, ou características humanas a seres não humanos. Observe os exemplos:
As pedras andam vagarosamente.
O livro é um mudo que fala, um surdo que ouve, um cego que guia.
A floresta gesticulava nervosamente diante da serra.
O vento fazia promessas suaves a quem o escutasse.
Chora, violão.


Apóstrofe
   Consiste na "invocação" de alguém ou de alguma coisa personificada, de acordo com o objetivo do discurso que pode ser poético, sagrado ou profano. Caracteriza-se pelo chamamento do receptor da mensagem, seja ele imaginário ou não. A introdução da apóstrofe interrompe a linha de pensamento do discurso, destacando-se assim a entidade a que se dirige e a ideia que se pretende pôr em evidência com tal invocação.  Realiza-se por meio do vocativo. Exemplos:
Moça, que fazes aí parada?
"Pai Nosso, que estais no céu..."

"Liberdade, Liberdade,
Abre as asas sobre nós,
Das lutas, na tempestade,
Dá que ouçamos tua voz..." (Osório Duque Estrada)
Gradação
   Consiste em dispor as ideias por meio de palavras, sinônimas ou não, em ordem crescente ou decrescente. Quando a progressão é ascendente, temos o clímax; quando é descendente, o anticlímax. Observe este exemplo:
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Joana com seus olhos claros e brincalhões...
O objetivo do narrador é mostrar a expressividade dos olhos de Joana. Para chegar a esse detalhe, ele se refere ao céu, à terra, às pessoas e, finalmente, a Joana e seus olhos. Nota-se que o pensamento foi expresso em ordem decrescente de intensidade. Outros exemplos:
"Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu amor". (Olavo Bilac)
"O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se." (Padre Antônio Vieira)

Figuras de Construção ou Sintáticas
As figuras de construção ocorrem quando desejamos atribuir maior expressividade ao significado. Assim, a lógica da frase é substituída pela maior expressividade que se dá ao sentido.
Elipse
Consiste na omissão de um ou mais termos numa oração que podem ser facilmente identificados, tanto por elementos gramaticais presentes na própria oração, quanto pelo contexto. Exemplos:
1) A cada um o que é seu. (Deve se dar a cada um o que é seu.)
2)Tenho duas filhas, um filho e amo todos da mesma maneira.
Nesse exemplo, as desinências verbais de tenho e amo permitem-nos a identificação do sujeito em elipse "eu".
3)Regina estava atrasada. Preferiu ir direto para o trabalho. (Ela, Regina, preferiu ir direto para o trabalho, pois estava atrasada.)
4) As rosas florescem em maio, as margaridas em agosto. (As margaridas florescem em agosto.)
Zeugma
Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é feita a omissão de um termo já mencionado anteriormente. Exemplos:
Ele gosta de geografia; eu, de português.
Na casa dela só havia móveis antigos; na minha, só móveis modernos.
Ela gosta de natação; eu, de vôlei.
No céu estrelas; na terra, você.
Silepse
A silepse é a concordância que se faz com o termo que não está expresso no texto, mas sim com a ideia que ele representa. É uma concordância anormal, psicológica, espiritual, latente, porque se faz com um termo oculto, facilmente subentendido. Há três tipos de silepse: de gênero, número e pessoa.
Silepse de Gênero
Os gêneros são masculino e feminino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordância se faz com a ideia que o termo comporta. Exemplos:
1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com o calor intenso.
Nesse caso, o adjetivo bonita não está concordando com o termo Porto Velho, que gramaticalmente pertence ao gênero masculino, mas com a ideia contida no termo (a cidade de Porto Velho).

2) Vossa excelência está preocupado.
Nesse exemplo, o adjetivo preocupado concorda com o sexo da pessoa, que nesse caso é masculino, e não com o termo Vossa excelência.
Silepse de Número
Os números são singular e plural. A silepse de número ocorre quando o verbo da oração não concorda gramaticalmente com o sujeito da oração, mas com a ideia que nele está contida. Exemplos:
A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade de Salvador.
Como vai a turma? Estão bem?
O povo corria por todos os lados e gritavam muito alto.
Note que nos exemplos acima, os verbos andaram, estão e gritavam não concordam gramaticalmente com os sujeitos das orações (que se encontram no singular, procissão, turma e povo, respectivamente), mas com a ideia de pluralidade que neles está contida. Procissão, turma e povo dão a ideia de muita gente, por isso que os verbos estão no plural.
Silepse de Pessoa
Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre quando há um desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, não concorda com o sujeito da oração, mas sim com a pessoa que está inscrita no sujeito.
Exemplos:
O que não compreendo é como os brasileiros persistamos em aceitar essa situação.
Os agricultores temos orgulho de nosso trabalho.
"Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jardins públicos." (Machado de Assis)
Observe que os verbos persistamos, temos e somos não concordam gramaticalmente com os seus sujeitos (brasileiros, agricultores e cariocas que estão na terceira pessoa), mas com a ideia que neles está contida (nós, os brasileiros, os agricultores e os cariocas).
Polissíndeto / Assíndeto
Para estudarmos essas duas figuras de construção, é necessário recordar um conceito estudado em sintaxe sobre período composto. No período composto por coordenação, podemos ter orações sindéticas ou assindéticas. A oração coordenada ligada por uma conjunção (conectivo) é sindética; a oração que não apresenta conectivo é assindética.
Recordado esse conceito, podemos definir as duas figuras de construção:
1) Polissíndeto
É uma figura caracterizada pela repetição enfática dos conectivos. Observe o exemplo:
"Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e grita, luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se espedaça, e morre." (Olavo Bilac)

"Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da natureza.
2) Assíndeto
É uma figura caracterizada pela ausência, pela omissão das conjunções coordenativas, resultando no uso de orações coordenadas assindéticas. Exemplos:
Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família.
"Vim, vi, venci." (Júlio César)
Pleonasmo
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com as mesmas palavras ou não. A finalidade do pleonasmo é realçar a ideia, torná-la mais expressiva. Veja este exemplo:
O problema da violência, é necessário resolvê-lo logo.

Nesta oração, os termos "o problema da violência" e "lo" exercem a mesma função sintática: objeto direto. Assim, temos um pleonasmo do objeto direto, sendo o pronome "lo" classsificado como objeto direto pleonástico.
Outro exemplo:
Aos funcionários, não lhes interessam tais medidas.
Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto
Nesse caso, há um pleonasmo do objeto indireto, e o pronome "lhes" exerce a função de objeto indireto pleonástico.
Exemplos:
"Vi, claramente visto, o lumo vivo." (Luís de Camões)

"Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal." (Fernando Pessoa)

"E rir meu riso." (Vinícius de Moraes)

"O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel Bandeira)
Observação: o pleonasmo só tem razão de ser quando confere mais vigor à frase; caso contrário, torna-se um pleonasmo vicioso. Exemplos:
Vi aquela cena com meus próprios olhos.
Vamos subir para cima.
Anáfora
É a repetição de uma ou mais palavras no início de várias frases, criando assim, um efeito de reforço e de coerência. Pela repetição, a palavra ou expressão em causa é posta em destaque, permitindo ao escritor valorizar determinado elemento textual. Os termos anafóricos podem muitas vezes ser substituídos por pronomes relativos. Assim, observe o exemplo abaixo:
Encontrei um amigo ontem. Ele disse-me que te conhecia. O termo ele é um termo anafórico, já que se refere a um amigo anteriormente referido. Observe outro exemplo:
"Se você gritasse
Se você gemesse,
Se você tocasse
a valsa vienense
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro José!" (Carlos Drummond de Andrade)
Anacoluto
Consiste na  mudança da construção sintática no meio da frase, ficando alguns termos desligados do resto do período. Veja o exemplo:
Esses alunos da escola, não se pode duvidar deles.
A expressão "esses alunos da escola" deveria exercer a função de sujeito. No entanto, há uma interrupção da frase e essa expressão fica à parte, não exercendo nenhuma função sintática. O anacoluto também é chamado de "frase quebrada", pois corresponde a uma interrupção na sequência lógica do pensamento.
Exemplos:
O Alexandre, as coisas não lhe estão indo muito bem.
A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha. (Camilo Castelo Branco)
Obs.: o  anacoluto deve ser usado com finalidade expressiva em casos muito especiais. Em geral, deve-se evitá-lo.
Hipérbato / Inversão
É a inversão da estrutura frásica, isto é, a inversão da ordem direta dos termos da oração. Exemplos:
Ao ódio venceu o amor. (Na ordem direta seria: O amor venceu ao ódio.)
Dos meus problemas cuido eu! (Na ordem direta seria: Eu cuido dos meus problemas.)
Figuras de Som
Aliteração
Consiste na repetição de consoantes como recurso para intensificação do ritmo ou como efeito sonoro significativo. Exemplos:
Três pratos de trigo para três tigres tristes.

O rato roeu a roupa do rei de Roma.

"Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpias dos violões, vozes veladas

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
                               Cruz e Souza (Aliteração em "v")
Assonância
Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. Exemplos:
"Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral."
Onomatopeia
Ocorre quando se tentam reproduzir na forma de palavras os sons da realidade. Exemplos:
Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.
Miau, miau. (Som emitido pelo gato)
Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de jantar.
Cócórócócó, fez o galo às seis da manhã.