A QUEDA DO ANTIGO PORNÔ


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A QUEDA DO ANTIGO PORNÔ
   Até 2006, o Brasil era o 16º no ranking de países com maior volume de faturamento bruto com pornografia, totalizando 100 milhões de dólares (os três primeiros são China, com 27,4 bilhões; Coreia do Sul, com 25,7 bilhões; e Japão, com 19,98 bilhões). Quando as conexões ficaram rápidas o suficiente para os downloads, a internet foi apontada como a vilã para muita gente, não só para o pornô. "O mercado adulto é uma peça da indústria do entretenimento e não dá pra entender o que aconteceu com ele sem entender toda a indústria", explica Ruy Rufião, criador da produtora erótica Xplastic. E o que ocorreu foi que a galera se ligou que não precisava pagar para ver a nova cena da Cicciolina. Formas alternativas de conseguir os mais requisitados títulos sem tostar um real ganharam os olhos da marmanjada. E não demorou muito para surgir domínios com gigas de sacanagem grátis para download, fora aqueles que ficaram conhecidos como "tubes", ou seja, de streaming. A produtora Brasileirinhas, por exemplo, chegou a retirar mais de 10 mil cenas hospedadas no site de compartilhamento Megaupload. "No dia seguinte já tinha mais 20 mil novas cenas lá", confessa, abusando da força da expressão, Hiran, sócio de Clayton na Brasileirinhas. De uma hora para outra, um produtor tinha a metade da grana para produzir um filme e a certeza de que daria lucro cada vez menor. Resultado: o pornô nacional brochou. Diminuiu cerca de 50% do volume de produções entre 2000 e 2007.
   E aí, você na roda de amigos argumenta que o "porn" do Tio Sam é mais bem sucedido. Não se engane! Os Estados Unidos, que pariram Sasha Grey, Stoya e Lisa Ann, respiram por aparelhos. Quem fazia 12 mil longas por ano em 2008 hoje produz apenas 3 mil e está em franca decadência. Um dos motivos que mantêm ativos lugares como o San Pornand Valley (apelido para o San Fernand Valley, berço do Golden Age of Porn, ou Era de Ouro do Pornô) é o profissionalismo do país que faz o mais caro e lucrativo cinema do mundo, o outro é a lei. "Lá (nos EUA) a pirataria é totalmente proibida. Você não pode comprar um DVD, ir pra sua casa e copiar para o seu blog ou para aquele tube que a gente conhece bem. Você vai preso", explica Hiran.
   Do lado de cá, país das barraquinhas dos 3 por 10 reais, produtoras famosas como As Panteras, Explicitta e Sexxxy World praticamente pararam a produção. Outras simplesmente fecharam as portas e desapareceram, deixando a pornografia órfã. Dando aulas de sobrevivência, produtores subexistem com filmagens de Carnaval, que basicamente são surubas à là show de funk e muito gringo se sentindo na gozolândia. O caminho é por aí? Aparentemente não, como confessa Hiran, que também é dono dos sites Câmera Caseira (cameracaseira. com.br) e Zona BR (zonabr.com.br): "Como se ganha dinheiro com pornô brasileiro tradicional? Não se ganha, só se perde! O pornô hoje, do jeito que está, não vai...".
   E o que acha o consumidor brasileiro de pornô? Esse desencanou totalmente das fitas ou dos DVDs, que quase não existem mais. "Até 2004, os filmes pornográficos representavam pelo menos 30% do pedido de compra do mercado erótico das sex shops. Hoje ele representa 1%", esclarece Paula Aguiar, presidente da Abeme, Associção Brasileira do Mercado Erótico e Sensual. Para Clayton, o momento é de transição. "O DVD caiu muito, o Blu-ray não pegou e a internet, que assumiu o posto, não tem leis, é realmente terra de ninguém."

fonte http://sexyclube.uol.com.br/portal/materia/porno-brasileiro/porno-brasileiro-materia-template.aspx